Ninguém enxergou quando eu precisava de ajuda,ninguém, exceto você. E é por isso que não dá pra prosseguir.
Você ta ai, inteiro, com um coração e um sorriso enormes, pronto para entrega-los a alguém, mas não pra mim tá?!
Não que seu cheiro não seja o mais espetacular, ou que sua mania de escutar Queen pelo menos uma vez ao dia não seja divertida. Não é nada disso.
Mas você é inteiro, e eu, sou pedaço.
Você é otimismo, e eu , desilusão.
Você é doce, e eu, total acidez.
Tudo isso em você me encanta, me fascina, me faz querer bem mais, mais de você, mais de nós, mas, eu me conheço bem o suficiente para saber que, não posso fazer isso á você.
Não posso acabar com seu delicado equilíbrio com as minhas atribulações.
Não posso puxar você para meu redomoinho de dramas com altos e baixos de emoções.
Não tenho o direito de tornar você pedaço, como eu sou, afinal você é inteiro, e seria imoral, cruel da minha parte estragar tudo isso, e eu sou boa nisso, estragar.
Não moço, não me diz que você pode me ajudar, não me diz que você me conserta, que cola pedacinho por pedacinho meu, até que eu esteja totalmente inteira, não me tente com essa ideia, porque eu, no alto do meu pessimismo acido, sei que essa ideia é fruto de contos de fada, e qualquer pessoa só pode se consertar sozinha.
È melhor pra mim, que não vou carregar comigo a dor de ter machucado você.
È melhor para você que não vai prejudicar seu interior doce com todo meu azedume.
Me desculpa moço, mas tudo isso, essa renuncia, não é para o meu bem, é pra impedir que você se assuste com a realidade da vida, que pulsa, latente, em forma de ferida, dentro de mim.
-Cris
Da doçura ao azedume
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Independência sentimental
E então, aconteceu.
Um belo dia, eu acordei, e aquilo que ele me oferecia já não era mais o suficiente.
O amor vazio, o apego falso, e a superficial vontade de estar comigo já não me faziam feliz, pelo contrario, me davam enjoo, nojo!
Logo eu, que sempre valorizei o amor, sempre quis um grande príncipe encantado, me vi atada a um nada, a um alguém que não divide o mesmo entusiasmo amoroso que eu.
Talvez o erro tenha sido meu, a cupa foi minha. Culpa da minha vontade, da necessidade de ser, de ter, aquele amor que ele me oferecia.
Mas uma epifania, me fez enxergar, que eu estava acompanhada, mas no fundo, sozinha.
Não adianta ter alguém por conveniência, só por ter! Não! O amor é muito nobre para isso,
ele não se contenta com migalhas, e eu também não deveria me contentar!
É mais dolorido lutar por algo que já se acabou, do que procurar por algo novo. Machuca, faz mal, sufoca!
To num processo de desintoxicação, procurando minha independência emocional, não vou dizer que e legal ou fácil, mas é o melhor.
Como uma viciada, demorei a aceitar meu erro e tentar mudar, mas to aqui agora, to tentando, me reconstruindo aos poucos.
No fim, vou ser eu inteira de novo, pronta para novamente, amar. Mas dessa vez, sem dores, somente amores!
Um belo dia, eu acordei, e aquilo que ele me oferecia já não era mais o suficiente.
O amor vazio, o apego falso, e a superficial vontade de estar comigo já não me faziam feliz, pelo contrario, me davam enjoo, nojo!
Logo eu, que sempre valorizei o amor, sempre quis um grande príncipe encantado, me vi atada a um nada, a um alguém que não divide o mesmo entusiasmo amoroso que eu.
Talvez o erro tenha sido meu, a cupa foi minha. Culpa da minha vontade, da necessidade de ser, de ter, aquele amor que ele me oferecia.
Mas uma epifania, me fez enxergar, que eu estava acompanhada, mas no fundo, sozinha.
Não adianta ter alguém por conveniência, só por ter! Não! O amor é muito nobre para isso,
ele não se contenta com migalhas, e eu também não deveria me contentar!
É mais dolorido lutar por algo que já se acabou, do que procurar por algo novo. Machuca, faz mal, sufoca!
To num processo de desintoxicação, procurando minha independência emocional, não vou dizer que e legal ou fácil, mas é o melhor.
Como uma viciada, demorei a aceitar meu erro e tentar mudar, mas to aqui agora, to tentando, me reconstruindo aos poucos.
No fim, vou ser eu inteira de novo, pronta para novamente, amar. Mas dessa vez, sem dores, somente amores!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Sonhando com você
Não chovia torrencialmente naquela noite, para dar um ar mais romântico. Na verdade era uma noite quente, muito quente, calor esse que se mesclava ao do meu corpo e parecia querer me sufocar.
Eram exatamente 23:27 de uma noite de domingo, quando eu bati na porta do apartamento dela. Quando eu interfonei a poucos minutos atrás ela pareceu preocupada pelo horário, quando eu disse que era um assunto importante, deu para sentir o mini-infarto por entre a linha telefônica.
Respirei fundo, senti o gosto do vinho na minha língua. Ela surgiu.
Usava um shorts de Lycra curto, uma camiseta larga, os cabelos presos em um coque torto no alto da cabeça, as faces rosadas pelo calor da noite.
Não é uma beleza extraordinária, não verá alguém como ela na capa da Vougue, mas é a beleza dela!
"Tá tudo bem?" Sua voz foi como um balsamo, ou talvez uma maldição, me queimando a pele, me fazendo suar e perder o ar.
Não, bem era a ultima coisa que eu estava, como poderia explicar que, cada segundo ao lado dela era uma maldição? Não por não gostar dela, longe disso, mas por não poder mergulhar naquele corpo de curvas tão acentuadas, por não poder tocar aquelas coxas que, parecem, existir apenas para me torturar, por não ter livre acesso aqueles lábios - e que lábios- que ficam assim entre abertos quando está curiosa, ou nervosa, e que tem um tom de vermelho, que faria inveja ao mais gostoso dos morangos.
Tudo ao meu redor parecia em camera lenta, o ar denso, quente, seus lábios entreabertos um doce convite, bastava eu me aproximar, bastava eu dar alguns poucos passos, e eu possuiria, por alguns segundos que fosse, o objeto de todo meu desejo....
PÉÉÉÉÉÉÉ
"Lô, acorda. Perdeu a aula toda fantasiando de novo"
Um risinho nervoso saiu de mim, é eu perdi, mas pior foi perder o fim da história.
Eram exatamente 23:27 de uma noite de domingo, quando eu bati na porta do apartamento dela. Quando eu interfonei a poucos minutos atrás ela pareceu preocupada pelo horário, quando eu disse que era um assunto importante, deu para sentir o mini-infarto por entre a linha telefônica.
Respirei fundo, senti o gosto do vinho na minha língua. Ela surgiu.
Usava um shorts de Lycra curto, uma camiseta larga, os cabelos presos em um coque torto no alto da cabeça, as faces rosadas pelo calor da noite.
Não é uma beleza extraordinária, não verá alguém como ela na capa da Vougue, mas é a beleza dela!
"Tá tudo bem?" Sua voz foi como um balsamo, ou talvez uma maldição, me queimando a pele, me fazendo suar e perder o ar.
Não, bem era a ultima coisa que eu estava, como poderia explicar que, cada segundo ao lado dela era uma maldição? Não por não gostar dela, longe disso, mas por não poder mergulhar naquele corpo de curvas tão acentuadas, por não poder tocar aquelas coxas que, parecem, existir apenas para me torturar, por não ter livre acesso aqueles lábios - e que lábios- que ficam assim entre abertos quando está curiosa, ou nervosa, e que tem um tom de vermelho, que faria inveja ao mais gostoso dos morangos.
Tudo ao meu redor parecia em camera lenta, o ar denso, quente, seus lábios entreabertos um doce convite, bastava eu me aproximar, bastava eu dar alguns poucos passos, e eu possuiria, por alguns segundos que fosse, o objeto de todo meu desejo....
PÉÉÉÉÉÉÉ
"Lô, acorda. Perdeu a aula toda fantasiando de novo"
Um risinho nervoso saiu de mim, é eu perdi, mas pior foi perder o fim da história.


